Este é um dos cases que passaram durante os créditos da série “Segunda Chamada”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), apenas 2% das mães adolescentes voltam a estudar após darem a luz. Este número alarmante se deve a vários fatores mas, principalmente, à necessidade de trabalhar para sustentar seus filhos ou a falta de creches integrais. Em um tempo em que o desemprego tem uma das maiores taxas já registradas no país, e a luta por uma vaga de emprego é cada vez mais acirrada, a exigência quanto ao nível de formação dos candidatos é maior. As jovens que abandonam a escola saem em desvantagem. E na tentativa de retorno às salas de aula, ter que conciliar os estudos com a maternidade é um difícil desafio. Porém, ainda existem algumas heroínas da vida real, como é o caso de Karina Jamile. Mãe aos 16 anos, hoje ela se desdobra para cuidar do filho, trabalhar e ainda estudar.

Ao engravidar, em 2013, Karina não havia completado o ensino fundamental. Incerta de seu futuro, ela abandonou a escola sem previsão de volta. Deu à luz e, como mãe solteira, precisou batalhar para sustentar seu filho. A escola passou a ser um anseio distante. Até que uma conversa com a assistente social do Serviço Social da Indústria (SESI) a fez repensar a sua decisão.

Mudança de rumo

Em busca de um futuro melhor para ela e o filho, ingressou em um programa educativo do SESI onde foi recebida de braços abertos. “Tudo o que eles puderam fazer por nós, fizeram. São muito receptivos”, conta a jovem. Lá, conseguiu concluir seu Ensino Fundamental.

Na sequência, ela se matriculou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e conseguiu o diploma do Ensino Médio. Ainda pensando na formação, Karina se matriculou no curso de Técnico em Enfermagem do Serviço Nacional de Aprendizagem Industria (SENAI).

Karina construiu uma relação tão boa que até hoje ela retorna ao local, uma vez por semana, como contratada do programa Horta Inteligente.

Mas, como toda história de uma heroína, vilões existiram. E Karina conta que passou por muitas dificuldades nessa trajetória, “já passei por muito perrengue sozinha com o Michel. No começo foi muito difícil. Além da creche, precisei de minha mãe para ficar com meu filho e eu poder estudar e trabalhar”. Michel está em uma creche integral mantida por doações, enquanto Karina faz o estágio obrigatório do curso técnico no hospital.

Mulheres fortes à frente

Hoje, o número de famílias chefiadas por mulheres chega a 28,9 milhões. Considerando que a medida do IBGE para calcular as famílias brasileiras é de 4 indivíduos e a população total monitorada no último censo é de 209,3 milhões, são mais de 50% os núcleos familiares chefiados por mulheres no Brasil. Esse é um representativo dado sobre a mudança no perfil da sociedade.

Karina é uma dessas mulheres fortes. Que mesmo com todas as adversidades, segue determinada a conquistar um futuro melhor, “quero fazer faculdade de enfermagem. Já me inscrevi para tentar bolsa pelo ENEM este ano”.

Essa transformação na vida só foi possível porque grandes instituições como o SESI e o SENAI acreditaram em seu potencial, quando ela mesma já não creditava esperanças. “Hoje eu considero que estou muito melhor, agora tenho mais oportunidades, pois me formei”, diz orgulhosa. E com um exemplo destes em casa, o pequeno Michel tem todos os motivos para acreditar em super-heróis.


Para ver o depoimento de Karina Jamile e de outros alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Serviço Social da Indústria (SESI) você pode:

  • Acessar o GloboPlay, se for assinante, pelo link: https://globoplay.globo.com/segunda-chamada/t/DYpvss7pz5/
  • Se não for assinante, acompanhar a série na TV Globo. Os episódios vão ao ar com os depoimentos dos nossos alunos durante os créditos finais dos programas nos seguintes dias:
    • 19 de novembro (Juçara Moraes, Raquel Borges e Aline da Cunha);
    • 03 de dezembro (Marilson Melo, Leila Lobato e André da Silva); e
    • 10 de dezembro (Tânia Souza, Luciana do Nascimento e Vanuse Moura).
  • Ou navegue em www.sempresesisenai.com.br/segunda-chamada para ver mais cases como este.