Preparando para o Futuro

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Investimentos em inovação aceleram o crescimento do País

Institutos SENAI de Inovação trabalham em conjunto com a indústria e revolucionam a forma de inovar

Pergunte a um brasileiro quem faz pesquisa e desenvolvimento de novos produtos inovadores. A resposta, provavelmente, será a universidade ou instituições públicas. No resto do mundo a resposta seria diferente. São as empresas que produzem o maior volume de inovação.

A necessidade de investimentos contínuos em inovação é crescente no mundo todo. Melhores produtos, processos, ambientes de trabalho mais seguros, resultando em benefícios econômicos e sociais para todos. O modelo de integração nesses processos de inovação entre a indústria e instituições públicas tem se mostrado muito eficiente. E, aqui no Brasil, os Institutos Senai de Inovação estão cumprindo bem o papel de fomentador da inovação: empresas como O Boticário trabalham em conjunto com os institutos de inovação para o desenvolvimento de novos produtos.

A rede de 25 Institutos SENAI de Inovação, criada há seis anos, revoluciona a forma de inovar e a cultura de inovação no Brasil e se consolida como parceiro da indústria no objetivo de agregar valor a produtos e negócios. Por meio de parcerias com empresas e universidades, tem se transformado em importante ator no ecossistema de inovação brasileiro ao investir em pesquisa aplicada e no uso do conhecimento científico para o desenvolvimento de novos produtos e processos inovadores que chegam ao mercado consumidor.

Em ritmo acelerado, como exige a indústria, os Institutos SENAI de Inovação são fábricas de grandes ideias. Na lista de produtos desenvolvidos alguns são dignos de filmes de ficção científica: tintas cicatrizantes para veículos e esmaltes de unha; um robô que vive no fundo do mar e de forma autônoma inspeciona dutos de exploração de petróleo e implantes de titânio personalizados para reconstrução facial feitos com impressoras 3D.

O papel dos Institutos de Inovação, porém, vai muito além da chamada “inovação disruptiva”, que ocorre quando um novo produto ou processo muda os rumos do mercado.
Um bom exemplo foi a criação de aplicativos para smartphones, que mudaram a forma de usar telefones celulares e geraram novos negócios.

Inovar é muito mais que isso. Muitas vezes, uma melhoria em um produto existente pode tornar uma empresa mais competitiva. A rede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) foi criada para dividir com o empresário brasileiro os riscos inerentes à inovação desde a fase pré-competitiva, momento em que a pesquisa pode acabar sem qualquer resultado prático, até a etapa final de desenvolvimento, quando o novo produto está prestes a ser fabricado pela indústria.

“A inovação é feita nas empresas, mas ninguém inova sozinho, precisa de parcerias. A rede de Institutos SENAI de Inovação é o parceiro que a indústria brasileira precisa para ser mais competitiva”, explica o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. Para estruturar a rede com 25 centros de excelência, dos quais 21 já trabalham plenamente, o SENAI contou com empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O SENAI tem feito um dos maiores investimentos institucionais em inovação da história do país”, completa Lucchesi.

PONTE – Presentes nas cinco regiões do país, os Institutos foram implantados próximos a complexos industriais e universitários a fim de facilitar o fluxo de conhecimento científico e tecnológico entre o ambiente acadêmico e o setor produtivo. A ideia é que a rede seja uma ponte entre o meio acadêmico e as necessidades do empresariado nacional. A universidade foi a fonte em que o SENAI buscou parte dos talentos de diversos ramos tecnológicos para integrar sua rede de inovação. Dos cerca de 500 colaboradores que trabalham na rede, 76 são doutores e 108 têm mestrado.

Assista ao vídeo com depoimentos de empresários que visitaram alguns dos Institutos SENAI de Inovação:

Empresários falam sobre visita ao Instituto de Inovação em Eletroquímica

NOVO CENÁRIO - Iniciativas como a do SENAI começam a mudar o panorama de inovação no Brasil, historicamente conhecido por produzir baixo volume de produtos e processos inovadores em comparação com países desenvolvidos. De acordo com a pesquisa Índice Global de Inovação (IGI), divulgada em 2017, o Brasil ocupa o 69º lugar no ranking de 127 países. Embora tenha muito a melhorar nesse campo, a relação entre investimentos em P&D frente às receitas líquidas de vendas da indústria de transformação no Brasil subiu de 0,75%, em 2008, para 0,85%, em 2014, de acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada em dezembro do ano passado.

INDÚSTRIA 4.0 - Um dos focos do trabalho dos Institutos SENAI de Inovação é desenvolver soluções para inserir o setor produtivo brasileiro na quarta revolução industrial. Na lista de soluções desenvolvidas pela rede, entre julho de 2013 e março deste ano, 37 foram relacionadas à Indústria 4.0, quando os processos produtivos são permeados por tecnologias digitais ou por mecanismos que ampliem – com inteligência - a produtividade. Os projetos movimentaram R$ 86 milhões em investimento e foram desenvolvidos com empresas de todos os portes, das quais 18 grandes, 12 startups, cinco médias e duas pequenas.

Além de trabalhar com temas que são tendências globais, como mobilidade, saúde, energia, cidades inteligentes, cada Instituto SENAI de Inovação é uma porta aberta para a rede nacional, um diferencial importante no Brasil. Quando um desafio é apresentado por um cliente, em qualquer lugar do país, especialistas de distintas unidades são reunidos em equipe, sob a liderança do centro que é referência na área. São feitas parcerias com universidades e centros de pesquisa, assim como com especialistas estrangeiros, caso o projeto ou serviço exija conhecimento ou equipamentos inexistentes no país.

Pesquisadores das empresas que contratam os serviços também podem ser integrados ao grupo, sob um regime de acordo de confidencialidade e totalmente alinhado ao ritmo e aos prazos de entrega do setor industrial. A rede dá acesso ainda a fontes de fomento de projetos de inovação, como da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Parcerias de sucesso

Conheça aqui exemplos de projetos inovadores que nasceram de parcerias com a rede de Institutos SENAI:

Usinagem a laser

A startup Welle Laser, de Palhoça (SC), desenvolveu com o Instituto SENAI de Inovação em Laser, localizado em Joinville, uma máquina de usinagem capaz de desenhar em diferentes profundidades e com exatidão.

Yemoja: o supercomputador

No Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção, no campus integrado SENAI-Cimatec em Salvador (BA), está instalado o Yemoja, o segundo maior supercomputador em funcionamento da América Latina. O computador é utilizado em pesquisas e cálculos matemáticos complexos que podem ajudar, por exemplo, na exploração de petróleo na camada pré-sal.

Realidade virtual e aumentada

Com óculos 3D, luvas que reproduzem a sensação do toque em diferentes superfícies, scanners e softwares para simulações virtuais é possível desenvolver soluções para a indústria que podem poupar recursos e garantir maior segurança aos trabalhadores. O Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Virtuais da Produção, no Rio de Janeiro, idealizou um simulador para treinamento em segurança do trabalho que acelera o aprendizado.

Flatfish: robô autônomo

O Brasil já produz inovação de nível internacional que poderá se tornar importante ferramenta de exploração de petróleo e gás em águas profundas. O Flatfish é um robô autônomo desenvolvido para inspeção visual em 3D de alta resolução. O equipamento, com investimento de R$ 40 milhões, foi feito em parceria pelo Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção, sediado no campus integrado do SENAI-Cimatec em Salvador (BA), com a petroleira multinacional Shell e o Instituto Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial DFKI.

VÍDEO: Antônio Mendonça, líder técnico do SENAI CIMATEC, explica como funciona o Flatfish. Assista!

https://www.youtube.com/watch?v=jqt8iYz5uyw

http://www.senaicimatec.com.br/projetos/flatfish/

Segurança no trabalho

Os Institutos SENAI também devolvem soluções para diminuir riscos em ambientes perigosos e aumentar a segurança dos trabalhadores. É o caso do robô para inspeção de dutos de QAV (combustível de aeronaves) em locais inflamáveis, como regiões para abastecer aviões. Com movimento pneumático (ar comprimido), sem produzir calor ou faísca, o robô torna viável operar nesses locais.

O protótipo é da UpSensor, empresa de soluções tecnológicas, em parceria com dois institutos: o Instituto SENAI de Inovação em Polímeros, em São Leopoldo (RS), que produziu as partes não metálicas; e o de Sistemas Embarcados, em Joinville (SC), que desenvolveu a eletrônica que controla o robô.

Indústria de cosméticos

O Brasil é o quarto maior mercado de cosméticos do mundo e a inovação é fundamental para as indústrias sobreviverem em um ambiente altamente competitivo. Pesquisas com tecnologias químicas, realizadas na rede de Institutos SENAI de Inovação, ajudam as empresas do segmento a oferecerem a seus consumidores produtos de qualidade global. É o caso de estudo realizado pelo Grupo Boticário em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica, em Curitiba. Os pesquisadores utilizaram um microscópio eletroquímico de varredura, usado normalmente para medir corrosão em metais, para testar um cosmético antienvelhecimento da marca.